terça-feira, 24 de abril de 2012
Barroco no Brasil
BARROCO NO BRASIL / ALEIJADINHO
O Barroco foi introduzido no Brasil no início do século XVII pelos jesuítas, que trouxeram o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. Nas artes plásticas seus maiores expoentes foram Aleijadinho - na escultura e Mestre Ataíde - na pintura onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766.
O barroco brasileiro é associado claramente à religião católica. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco encontram-se os mais belos trabalhos de relevo em madeira - as talhas - e esculturas em pedra sabão. Já nas regiões mais pobres, onde não havia o comércio de açúcar e ouro, a arquitetura das igrejas apresentava aparência mais modesta, assim como as residências, chafarizes, câmaras municipais etc.
No Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, terras do Paraguai e Argentina, chamadas de região missioneira, a arquitetura era diferenciada da arquitetura do Nordeste e das regiões das minas de ouro, pois os jesuítas misturaram elementos da arquitetura românica e barroca da Europa, pois os construtores eram de origem européia.
No Nordeste, somente no século XVIII houve total domínio do requinte do barroco. De Salvador saia grande quantidade de riqueza do país para Portugal e também vinham os artistas portugueses e produtos.
No Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, terras do Paraguai e Argentina, chamadas de região missioneira, a arquitetura era diferenciada da arquitetura do Nordeste e das regiões das minas de ouro, pois os jesuítas misturaram elementos da arquitetura românica e barroca da Europa, pois os construtores eram de origem européia.
No Nordeste, somente no século XVIII houve total domínio do requinte do barroco. De Salvador saia grande quantidade de riqueza do país para Portugal e também vinham os artistas portugueses e produtos.
Riquíssima é a Igreja de São Francisco de Assis, com seu interior revestido de talha dourada levando para si o título de a Igreja mais linda do Brasil.
Os mestres maiores da arte sacra foram Aleijadinho e Mestre Ataíde, onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766.
O período barroco brasileiro tem, então, em seus santos e suas igrejas a mais significativa manifestação de fé e de arte: não só uma fé intimista com que cada pessoa se relacionava com seu santo, mas também, como uma expressão ímpar de ver, sentir e vivenciar a arte.
Os mestres maiores da arte sacra foram Aleijadinho e Mestre Ataíde, onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766.
O período barroco brasileiro tem, então, em seus santos e suas igrejas a mais significativa manifestação de fé e de arte: não só uma fé intimista com que cada pessoa se relacionava com seu santo, mas também, como uma expressão ímpar de ver, sentir e vivenciar a arte.
ANTONIO FRANCISCO LISBOA - O ALEIJADINHO:
As maiores expressões do Barroco Mineiro são, sem dúvida, o Aleijadinho e Ataíde. Mas a arte setecentista de Minas Gerais foi criação de uma infinidade de artistas, dos quais muitos permanecem no anonimato.
Antônio Francisco Lisboa - 1738/ 1814
Era o nome completo do Aleijadinho, nascido em Vila Rica, em 1738, filho bastardo do português Manuel Francisco Lisboa e de uma escrava, Isabel. Tendo nascido escravo, foi libertado pelo pai no dia de seu batizado.
Entalhador, escultor e arquiteto, trabalhava madeira e pedra-sabão, de que foi o primeiro a fazer uso na escultura. Considera-se que tenha aprendido o ofício com o próprio pai e outros mestres, José Coelho Noronha e João Gomes Batista. Mas é provável que sua genialidade criativa tenha prevalecido sobre as lições aprendidas.
Quase tudo o que se sabe sobre a vida de Aleijadinho vem de uma memória escrita em 1790, pelo segundo vereador de Mariana, o capitão Joaquim José da Silva, e da biografia escrita por Rodrigo José Ferreira Bretãs, publicada em 1858. Ultimamente, sua vida e obra têm despertado o interesse de estudiosos dentro e fora do país, embora permaneçam ainda muitos pontos controvertidos.
Uma grave doença o acometeu aos 39 anos de idade. A enfermidade deformou seu rosto e atacou seus dedos dos pés e das mãos, donde lhe veio o apelido. Apesar da doença, continuou a trabalhar incansavelmente, sendo auxiliado por três escravos: Januário, Agostinho e Maurício. Era este último que amarrava as ferramentas nas mãos deformadas do mestre.
O primeiro trabalho artístico importante do Aleijadinho data de 1766, quando recebeu a incumbência de projetar a Igreja de São Francisco, de Ouro Preto, para a qual realizou, posteriormente várias outras obras. Quatro anos depois, desenvolveu trabalhos para a Igreja do Carmo, de Sabará. Em seguida trabalhou para a Igreja de São Francisco, de São João del Rei. Enfim, ele recebia muitas encomendas, e às vezes, prestava seus serviços em obras de duas ou mais cidades simultaneamente.
No final do século XVIII, ele se encontra em Congonhas, onde permaneceu de 1795 a 1805, trabalhando para o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, para o qual esculpiu os Profetas em pedra-sabão e as estátuas em madeira dos Passos da Paixão. Seu último trabalho, de 1810, foi o novo risco da fachada da Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes.
Ficou cego pouco depois, e viveu os últimos anos sob os cuidados de Joana Lopes, sua nora. Faleceu em 1814, aos 76 anos de idade, tendo sido sepultado no interior da Matriz de Antônio Dias, em Ouro Preto.
por Aleijadinho
ALEIJADINHO – ESCULTOR BRASILEIRO
Francisco Lisboa conhecido como Aleijadinho nasceu no dia 29 de agosto de 1730 na cidade de Ouro Preto. Foi escultor, entalhador e arquiteto na época colonial. Suas obras se encontram em Minas Gerais, somando-se projetos arquitetônicos, relevos e estatuária. Os principais monumentos que contém suas obras são a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Como um dos nomes mais conhecidos da história da arte no ocidente, tem seu estilo no Barroco e Rococó, sendo também conhecido internacionalmente pelo vasto arsenal que deixou. Segundo alguns historiadores, o saber que tinha sobre desenho, arquitetura e escultura foram herdados de seu pai e talvez do desenhista e pintor João Gomes Batista.
Teria frequentado o internato do Seminário dos Franciscanos Donato do Hospício da Terra Santa de 1750 até 1759, em Ouro Preto, onde aprenderia Gramática, Latim, Matemática e Religião. Colaborou com José Coelho Noronha na obra da talha dos altares da Matriz de Caeté, projeto de seu pai. No ano de 1752 o seu primeiro projeto individual, fez um desenho para o chafariz do pátio do Palácio dos Governadores em Ouro Preto.
Veja abaixo algumas esculturas do artista brasileiro Aleijadinho:
“Aleijadinho”, um artista acima de todas as dores
Escultor, entalhador e arquiteto...
O escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido por Aleijadinho, tinha este apelido devido a problemas de saúde que causaram a degeneração dos seus membros (suspeitava-se de sífilis, lepra, entre outras, mas não existia um diagnóstico certo), era a prova humana de que o amor ao ofício pode superar qualquer mal-estar físico.
O escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido por Aleijadinho, tinha este apelido devido a problemas de saúde que causaram a degeneração dos seus membros (suspeitava-se de sífilis, lepra, entre outras, mas não existia um diagnóstico certo), era a prova humana de que o amor ao ofício pode superar qualquer mal-estar físico.
Pouco se sabe sobre a vida deste artista a quem foram atribuídas mais de 400 obras. O seu estilo mistura um pouco de barroco com o rococó. No Brasil ele é conhecido como o maior expoente da arte colonial e no estrangeiro Aleijadinho é considerado o maior artista do Barroco americano.
Filho bastardo de um arquiteto português com a sua escrava africana e com quatro meios-irmãos frutos do casamento de seu pai, ele completou apenas os ensino primário. No entanto, desde cedo ajudava o pai na oficina e passava o seu tempo entre o desenho, a arquitetura e o convívio com o tio, Antônio Francisco Pombal, um conhecido entalhador da região mineira.
Foi assim que descobriu as suas paixões que o iriam acompanhar até ao fim dos seus dias: a escultura e a arte da talha.
É a pedido da Ordem Terceira de São Francisco, que Antônio Francisco Lisboa pode mostrar seu talento.
As marcas deixadas na fachada lateral e no púlpito da Igreja valeram-lhe enormes elogios. Assim começou sua carreira.
Em 1767, depois da morte do pai, alistou-se no exercito e três anos depois, montou sua própria oficina de carpinteiro. Deste momento em diante, não param os pedidos e aproveitou para criar um estile próprio. Começou a trabalhar com pedra-sabão e a esculpir imagens e outros objetos.
Mesmo com a grave deformação das mãos e dos pés, continuava a trabalhar, mas sua dor era tão forte que uma vez, chegou a mutilar-se. Só conseguia trabalhar porque seus escravos e ajudantes amarravam o martelo e o cinzel aos seus punhos.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Sabará
Os seus trabalhos estão distribuídos por toda Minas Gerais como Ouro Preto, cidade onde nasceu e morreu, Sabará, São João del-Rei e Congonhas do Campo.
Em Congonhas do Campo deixou um legado de obras-primas: 12 profetas em pedra-sabão e 66 figuras em cedro para a Via Sacra.
Profeta Daniel
Mas os que mais impressionam os visitantes são os da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Aleijadinho foi um grande exemplo de vida e um símbolo da cultura barroca brasileira no mundo.
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